Recentemente o jornal Público, no seu suplemento P2, publicou um extenso artigo de Lucinda Canelas, sobre as Enfermeiras Para-quedistas a propósito de uma exposição a decorrer na Central Tejo, em Lisboa (Belém).
Para além do reconhecimento da ação destas nossas camaradas, atuando em circunstâncias de alto risco, pois nem sempre era possível recolher os feridos nas improvisadas pistas de aterragem existentes, com as DO, tendo o mesmo que ser feito junto do local onde decorrera a ação de combate, após montagem de um perímetro de segurança para aterragem do Alouette III.
No mesmo surge uma referência que justifica esta página no nosso blogue.
O último curso de formação de enfermeiras para-quedistas decorreu em 1974, ano coincidente com o do término do conflito, e na continuação do texto escreve a sua autora:
"uma delas Luísa Martinho, não chegou a ir para África devido a uma tragédia familiar, lembra Maria Armanda. "Quando ela estava pronta para ir fazer o estágio nos Açores -que todas tinham que frequentar-, o irmão morreu em combate. A mãe pediu-lhe muito para que não fosse e ela aceitou. Se eu fosse mãe dela, também havia de lhe pedir que ficasse cá."
Luísa Martinho era irmã do nosso saudoso camarada João Carlos Vieira Martinho, Fur Mil Cav, do ERec 8740/72-1.ª fase.
Este era oriundo do concelho de Torres Vedras e o seu nome consta no Monumento aos Torrienses Mortos na Guerra do Ultramar, aí existente, bem como numa placa toponímica em Sobreiro Curvo (A dos Cunhados).
PRESENTE


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